Por Renata Oliveira
As leguminosas são grãos contidos em vagens ricas em tecido fibroso. Muitas são as espécies desta grande família botânica, que representa talvez o papel mais importante na alimentação universal. São exemplos: grande variedade de feijões, sojas, ervilhas, lentilhas, grãos-de-bico, tremoços e amendoins.
As leguminosas secas têm papel importante na nutrição, não só porque contêm vários nutrientes, mas também devido à frequência com que aparecem nas refeições. O alto teor de carboidratos torna as leguminosas secas excelentes fontes de energia, além de serem fontes de cálcio e ferro, das vitaminas do complexo B, especialmente da tiamina, e ainda contêm mais proteínas que os outros alimentos de origem vegetal. 250 gramas de feijão cozido fornecem aproximadamente 20% de proteína e 50% do ferro que um homem de 70 quilos precisa por dia. Os outros nutrientes contidos nesta quantidade de feijão, embora em proporção menos, são também importantes.
Nativo das Américas, o feijão foi muito usado pelas populações indígenas, que o apreciavam não apenas pelo seu sabor, mas também pela facilidade de cultivo. É uma leguminosa que produz vagens de até 15 cm de comprimento, dentro das quais estão as sementes, ou seja, os grãos empregados na alimentação. Há muitos tipos de feijão, de tamanhos, cores e sabores diferentes.
O feijão mais comum é o feijão à moda brasileira, refogado. As preparações mais complexas (feijoadas) levam carne-seca, toucinho e outros produtos de porco, além de hortaliças. Muitos pratos são feitos também com o feijão cozido simples (saladas, servido com molho de tomate, salsicha etc.) ou amassado para confecção de bolinhos (acarajé de feijão fradinho), croquetes etc. Muito apreciadas são as sopas á base de caldo grosso de feijão, sopas industrializadas e feijão pré-cozido.