Hoje é o Dia Mundial do Diabetes. Entenda melhor essa doença que, com estilo de vida saudável, pode ser evitada.
Por CITEN
O diabetes que não se vê: sinais precoces e prevenção possível
A glicemia de jejum sempre foi um marco no diagnóstico do diabetes e valores entre 70 e 99mg/dL sempre tranquilizaram médicos e pacientes. Apesar disso, definir o normal e os valores laboratoriais de normalidade dependem de uma média populacional, que muitas vezes exclui pacientes normais, e outras vezes, inclui doentes em fases iniciais de doença. Fases preciosas, onde a intervenção médica e nutricional podem reverter ou atrasar em muito o processo de doença.
Pos isto é preciso olho clínico e faro de detetive para se detectar a fumaça que deflagra o incêndio à vista. O diabetes pode estar disfarçado de glicemia normal e pode ser diagnosticado muitos anos antes das glicemias extremas com as quais pacientes e familiares dão entrada em pronto socorros ou marcam consultas desesperadas em consultórios médicos. Nesse estágio da doença, muito já se perdeu da células produtoras de insulina, um caminho sem volta.
O quadro clínico consagrado de perda de peso, sede intensa, perda excessiva de urina e desidratação caracteriza um diabetes de longa data. Pelo menos a maior parte deles, aqueles que chamamos tipo 2 ou não dependentes de insulina. Evoluem longos anos com glicemias de jejum falsamente normais, às custas de uma produção excessiva de insulina. Isso mesmo, são diabéticos com valores de insulina muito maiores do que aqueles das pessoas normais.







